Marketing de Guerrilha

Nós estamos em guerra. Todo o dia somos atacados por folhetos, anúncios e outdoors que não nos dizem nada. Nossa guerra é para retomar o espaço urbano. Lutamos por uma comunicação mais humana e criativa. Armem-se com adesivos, lambe-lambes e latas de tinta: a guerrilha vai começar.

10.5.04

Marketing Invisível por Daniel Sollero
Nesse fim de semana eu assisti ao programa 60 minutes que é passado no GNT. Uma das matérias falava de marketing invisível. Segundo a matéria, as ações desse tipo de marketing consistem em colocar pessoas (geralmente atores) para usarem alguns produtos ainda em fase de pre-lançamento ou em campanha de lançamento de baixo custo, em locais públicos e aparentarem serem meros consumidores.

Foram exibidos alguns exemplos: um em que um homem vai a um cafe (tipo starbucks), liga o seu laptop e começa a usar uma luva (esse é o produto) que faz o papel de mouse, joystick e sei lá mais o que no computador. Algumas pessoas passam e dão uma olhada. Entre essas pessoas, é claro que algumas chegam a perguntar o que é aquela luva. Bom, o ator fala o script de uma forma hiper casual e ainda pergunta se o cara quer dar um email para que possa mandar as informações do produto para o prospect.

O programa levanta a questão da ética nesse tipo de prática e chega a perguntar a duas pessoas sobre o que elas achavam da abordagem. Um respondeu que não se importava pois era atingido diariamente por milhares de ações de marketing e que, pelo menos, esse era um produto que ele demontrou interesse. Já o outro entrevistado respondeu que achava um absurdo, que achava que tinha sido enganado e que até saber que era uma ação de marketing, ele estava "voltando a ter fé nos nova iorquinos" e que achava que a conversa que ele havia tido com o ator parecia ter sido autentica mas que na verdade era simplesmente uma venda. Esse ficou revoltado.

Eles deram outros exemplos como o do lançamento do celular com maquina fotográfica da Sony-Ericsson e um cigarro. A ação dessa marca de cigarro consistia em uma mulher bonita deixar o maço sobre o blacão do bar e pedir fogo para outras pessoas. Geralmente ela comentava algo como " nós estamos sendo perseguidos. É dificil achar alguém que fume hoje em dia". Nessa hora começava uma conversa e ela "casualmente" falava da marca nova do cigarro e oferecia para a pessoa que estava conversando com ela.

Aqui vai o link da materia:
http://www.cbsnews.com/stories/2003/10/23/60minutes/main579657.shtml

3 Comments:

  • At 15:16, Anonymous said…

    Muito bom. Não vejo nenhum problema ético. Anti-ético pra mim é a moça da Telefônica me ligar às 8h30 no sábado pra perguntar se eu quero assinar o detecta.

    O exemplo do telefone Sony Ericsson é ótimo. Considerando que esta ação aconteceu no ano passado, quando ainda era novidade celular com camera digital.

    Eu adoraria fazer o trial do produto naquela época (não tinha ainda em nenhum lugar pra vender!)e, com certeza, iria comentar com todo mundo que tinha tirado uma foto de um aparelho celular! Chocante.

    Meu espírito iria estar desarmado, pois eram pessoas bacanas, turistas jovens, que abordavam as pessoas e pediam para tirar uma foto em frente a um monumento de NY. Não havia a abordagem da venda. Isso ninguém aguenta mais.

    Pra mim, quanto mais sutil melhor!

  • At 15:17, Anonymous said…

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  • At 00:12, Anonymous said…

    Eu também assisti esse programa. Acho que realmente esse tipo de marketing é anti-ético, pois as pessoas são enganadas e feitas de bobas.

    Imagine se a moda pegar. A gente ouve uma indição de uma pessoa e não sabe se ela está sendo sincera, ou se está fazendo marketing invisível para uma empresa.

    É triste.

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